#4
“Saem para a rua
A encarar seus próprios medos
Despidos de pudores
Dois amantes a seus postos
Lado a lado
Passeantes distraídos que
Possuem todo o tempo do mundo
E o caminho aberto a seus pés
Naturalmente sincronizados
Buscam o rumo do regresso
Sem querer encontrar
Há canções
Ecos de sensações conhecidas
Redescobertas
Tudo o que há o direito de haver
Dois pólos que se completam
Variáveis em ponto de colisão
Extremos opostos
Em fusão
Um leva o outro
Consigo
A todo o momento
Em todo lugar
Não se sabe mais onde começa um
Nem onde termina o outro corpo
Unidos num mesmo vôo
Mas não aqui de passagem
Amarras soltas
Contra o vento
Agora
Em paralelo
Rumos
Sem deixar rastros
Sem final ao certo
Apenas um livro
Em aberto”.
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