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#4

dezembro 20, 2010

“Saem para a rua

A encarar seus próprios medos

Despidos de pudores

Dois amantes a seus postos

Lado a lado

Passeantes distraídos que

Possuem todo o tempo do mundo

E o caminho aberto a seus pés

Naturalmente sincronizados

Buscam o rumo do regresso

Sem querer encontrar

 

Há canções

Ecos de sensações conhecidas

Redescobertas

Tudo o que há o direito de haver

 

Dois pólos que se completam

Variáveis em ponto de colisão

Extremos opostos

Em fusão

Um leva o outro

Consigo

A todo o momento

Em todo lugar

 

Não se sabe mais onde começa um

Nem onde termina o outro corpo

Unidos num mesmo vôo

Mas não aqui de passagem

Amarras soltas

Contra o vento

Agora

Em paralelo

Rumos

Sem deixar rastros

Sem final ao certo

Apenas um livro

Em aberto”.

 

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