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#7

março 9, 2011

O tempo tem passado

Impiedoso e cheio de manhas

Mas certeiro e

Senhor de si

.

Tem deixado os ossos cansados

E a memória ocupada

O coração inquieto ao relento

Descoberto contra as intempéries

Dos dias

.

Tem levado as alegrias

Que vem, cada vez mais,

Em menores doses

Em goles sorvidos lentamente

Quase como que com dor

Fazendo assim,

Perderem o seu propósito

.

Quase tenho perdido as esperanças

Que um dia floresceram em mim

E nem ao certo mais sei como são

Pois os dias parecem iguais

Longos demais

Uma reprise desnecessária

.

A calma reside distante

E a paz não encontra com o espírito

Dias de cão

De solidão atroz

Indesejável sensação

.

Mas há sempre alguém

Em algum lugar

Disposto a não te deixar entregar as pontas

No final das contas

E por isso é preciso estar aberto até o final

Para o que vier

Pois para o amor

É preciso estar alerta.

De → À Granel

Um Comentário
  1. Você diz, no slogan do seu blog, “poesias para as pequenas coisas da vida”. Entretanto, faz do amor e do tempo poemas muito verdadeiros. Será que amor e tempo são “pequenos”? Pois pra mim, cético em Deus, são o que governam o mundo!

    Tanto que me permito expressa-los em poesias também. Se quiser dar uma lida nelas, veja no meu site http://gustavodutra.com/poesias

    Espero que goste tanto quanto gostei das tuas.

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