#8
“Sinto-me sonolento
Mas consciente
Penetrado por uma estranheza conhecida
Um vazio que vem
Vai
E volta
Sem convite ou sinal
Diferente e igual
Pois toda volta é camuflada de outra forma
Toda inquietação tem a mesma raiz
Todo silêncio tem o mesmo luto
O mesmo pesar
A mesma maldição, talvez
Que faz com que os pés se mantenham nervosos
Em movimento
Como somos
Desde o berço
A sós
Com nós mesmos
Como companhia
Nas noites onde nenhuma’lma viva
Se arriscaria sair
Para atear fogo na solidão”
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