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Intro

Bem-Vindo[a]!

Poesia para as pequenas coisas da vida

“Palavra

Palavra bruta

Palavra dada

Palavra focada

Simplesmente palavra

Palavra dita

Palavra escrita

Palavra entoada

Palavra cantada

Simplesmente palavra

Palavra sem culpa

Palavra tão justa

Ou que assusta, falada

Reprimida na voz de quem cala

Palavra que acaba por ser

Simplesmente palavra.”

Insinuações – escrito em 2006, têm uma temática mais pesada,  obscura e pessimista, mas flerta com o amor.

“Montanha russa!!

Grita a moça,

No meio da bagunça,

P’rá longe da terra me levar

Idas e vindas para o mesmo lugar

Sonha com o nada

Nesses contos de fada

Dessa vida malvada

Que não gosta de mim

Gritos

Sorrisos bandidos

Banidos dessa correnteza

Ondas que quebram na areia

Onde a água derrete castelos

Que para longe vão voar

Felizes os tolos

Que nas horas difíceis

Não precisam pensar!”

A Continuação da Tragédia – escrito em 2007, transita pelas temáticas do amor, desde o pensamento pessimista até a descoberta do amor veradeiro até o ponto de se entregar.

” Respirava o ar de Abril

Com um prazer refrescante e primaveril

E se deleitava sem culpa

Sorrindo sem querer, de vez em quando

Via as crianças e os palhaços

E se inspirava a todo momento

Sentia a música e todas as coisas mais de perto

Como se lhe varresse um furacão de emoções

Misturando as sensações

E pela primeira vez não se sentia preso

Pela liberdade de que gozava

Deixava o vento bater na cara

E esvoaçavam-se os cabelos

Que embaraçavam

Entre os dedos

Carinhos, não segredos

Deixava o pensamento à mercê do acaso

Sentia-se bem

Em paz consigo mesmo

Sabia que naquele momento tudo valia à pena

E por isso aproveitava cada instante

E se agarrava a ele

E a ela

E ela a ele

Tinha a certeza de que estava no lugar certo

Sentia-se confortável

Sabia que seria um de muitos encontros que viriam

Quase não acreditava na sorte que tinha

E como sabia…

Jamais perderia essa chance

Entendia que seu momento chegara

Fora dada a largada

Era o seu momento de ser feliz!”


Ventura – de 2008, é puro amor. É se jogar e acreditar: aproveitar todo e cada momento juntos= 1+1.

“O silêncio é branco

O silêncio é preto

É uma cor sem o ímpeto de ser berrante

É o livro na estante

Cheio e calado

Fechado e inútil

Sem alguém

Só o silêncio é verdadeiro e sincero

E se o silêncio é mútuo e confortável,

Então é amor.”

“Um poeminha para o amor

Um para a vida

Para o sorriso que

Cicatrizou a ferida

Para a verdade descoberta

Da paixão escondida

Um poeminha para o momento

Um para a eternidade

Para o abraço que

Acabou com a saudade

Tornando-a simplesmente

Em completa felicidade

Um poeminha para ti

Um para nós

Para tudo o que já veio e

Para o que vier depois

Somos dois

Em um só e

Não há nada maior do que isso!”

Espero que goste!

Josué.

=]

Um Comentário
  1. Lindo poema “ventura”
    adorei
    passa lá no meu blog, às vezes escrevo coisas que prestam. ;)

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